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ACÚMULO DE TAREFAS

Autor Psi. Tainá Silva Batista Dos Santos
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31 de agosto de 2026
ACÚMULO DE TAREFAS

ACÚMULO DE TAREFAS: quando todas as responsabilidades cabem a você.

O acúmulo de tarefas está diretamente relacionado à sobrecarga. E, muitas vezes, não percebemos o quanto nosso cérebro e nosso corpo estão sendo afetados por essa necessidade constante de dar conta de tudo. Quando temos muitas obrigações acumuladas, podemos vivenciar a paralisia da procrastinação, a sobrecarga cognitiva e até mesmo o chamado efeito Zeigarnik, que está relacionado à tendência de nossa mente permanecer presa às tarefas que ficaram inacabadas.

Mas chegar a esse ponto não acontece de uma hora para outra. Existe uma série de fatores envolvidos: dificuldade em dizer “não”, necessidade de perfeição, ansiedade, falta de planejamento, excesso de responsabilidades e, principalmente, a autocobrança. E, quando falamos sobre acúmulo de tarefas, precisamos olhar também para a realidade de muitas mulheres.

Além do trabalho, muitas mulheres assumem uma grande parte das responsabilidades do lar, dos filhos, dos relacionamentos e da organização da família. Muitas vezes, elas carregam a crença de que precisam dar conta de tudo para serem consideradas mães exemplares, boas esposas, profissionais competentes e mulheres ideais. Mas quem disse que precisamos ser perfeitas em todos esses papéis?

Essa cobrança constante pode gerar desgaste emocional, cansaço, falta de energia, alterações no sono e no apetite, redução da libido, irritabilidade, sentimentos de culpa e sinais de ansiedade. O corpo também pode manifestar esse excesso de estresse de diferentes formas. E então surge aquela pergunta: “Como eu vou dar conta de tudo isso?”

É possível que a solução para a situação em que nos encontramos não esteja necessariamente na tentativa de realizar mais atividades ou tomar ações adicionais. A verdadeira solução pode ser aprender a carregar menos peso, tanto físico quanto emocional.

Precisamos reconhecer que muitas dessas cobranças foram construídas ao longo de gerações. Aprendemos que precisamos ser fortes o tempo todo, cuidar de todos, trabalhar, manter a casa, cuidar dos filhos e ainda encontrar tempo para o relacionamento e para nós mesmas. Mas está tudo bem não dar conta de tudo. Nós não somos de ferro.

A maternidade, por exemplo, apresenta desafios próprios e pode se tornar ainda mais complexa na ausência de uma rede de apoio. O ambiente de trabalho também pode ser desgastante e competitivo. Além disso, é fundamental que, em uma relação, haja espaço para o diálogo, para o cuidado e para a conexão.

São muitas demandas para apenas 24 horas.

Por isso, estabelecer limites é essencial. Mas, além de colocar limites, precisamos aprender a fazer um descarregamento das tarefas. Pergunte a si mesma:

• O que realmente precisa ser feito hoje?

• O que pode esperar?

• O que pode ser delegado?

• O que pode ser simplificado?

• O que pode ser retirado da minha lista?

Nem tudo precisa ser resolvido imediatamente.

Ter momentos de descanso, lazer e autocuidado não significa fugir das responsabilidades. É uma forma de recuperar energia e cuidar da própria saúde mental. Mas lembre-se: organizar a rotina pode aliviar a sobrecarga, porém não substitui o cuidado necessário quando o sofrimento emocional já está presente. Você não precisa ser perfeita em tudo; é fundamental lembrar que você é humana. Cuidar de si mesma também pode significar compreender que algumas coisas podem esperar. Afinal, você não precisa carregar o peso do mundo sozinha.

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