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Autocobrança por uma decisão

Autor Psi. RAIANE CRISTINE TEIXEIRA DE SOUZA
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22 de setembro de 2026

Quando a autocobrança pesa na decisão de ficar ou partir

“Será que eu deveria terminar?”

“E se eu estiver desistindo cedo demais?”

“E se eu me arrepender?”

“Será que estou sendo egoísta?”

Às vezes, a dúvida sobre terminar um relacionamento não vem apenas da relação em si, mas da autocobrança de precisar tomar a decisão certa.

E talvez seja justamente aí que a gente se prende.

Nem sempre existe uma resposta pronta, um momento perfeito ou uma certeza absoluta. Decidir permanecer ou partir envolve sentimentos, história, expectativas, medos e, principalmente, reconhecer como você se sente dentro daquela relação.

Você não precisa justificar cada sentimento para ter o direito de olhar para si.

Também não precisa esperar que tudo esteja insuportável para considerar uma mudança.

Antes de perguntar “qual decisão vai causar menos dor?”, talvez seja importante perguntar:

“Como eu tenho me sentido vivendo essa relação?”

“Ainda consigo ser eu mesma aqui?”

“Estou escolhendo permanecer ou apenas tenho medo de partir?”

A autocobrança pode fazer você transformar uma decisão afetiva em uma prova que precisa ser acertada. Mas relacionamentos não são questões de múltipla escolha.

Às vezes, o mais importante não é encontrar imediatamente a resposta, mas conseguir escutar o que você sente sem se julgar por sentir.

Porque decidir sobre um relacionamento também pode ser uma oportunidade de voltar a se escolher.

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