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O olhar do outro

Autor Psi. Attila Papp Mógor
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22 de setembro de 2026
O olhar do outro

O medo do olhar do outro, muitas vezes, não está realmente no outro. Ele mora dentro de ti! Muitas vezes, o julgamento vem de dentro, não de fora.


No decorrer da vida, nós vamos aprendendo a nos adequar às expectativas das pessoas, seja na família, na escola, no trabalho, nas relações que vamos construindo. Isso se deve a sentimentos como o desejo de ser aceito, protegido e amado.


Porém, com o passar do tempo, os julgamentos e as opiniões das pessoas muitas vezes podem ser internalizados, e deixamos de agir de algum modo, de vestir certa roupa, de falar de maneira específica... Vamos nos moldando para caber no mundo.


Nesse processo, as vozes do mundo, os julgamentos e preconceitos que vamos percebendo passam a ser internalizados em nós mesmos, e assim, o grande julgador, o olho que te julga, passa a morar dentro de você.


Atualmente, vivemos em um mundo acelerado, atravessado por tantas informações, problemas pessoais, redes sociais e algoritmos, que dificilmente permanecemos na memória de alguém por muito tempo. Não somos o centro do universo; provavelmente, as pessoas não dão a mínima para o que você está fazendo ou deixando de fazer.


Talvez estejamos atribuindo ao olhar do outro uma importância muito maior do que ele realmente possui.


Quando estamos tão presos ao "olhar do outro", nos paralisamos, tentando passar uma imagem, tentando nos adequar a uma expectativa que, muitas vezes, somos nós mesmos que criamos.


Pode haver muita liberdade quando se percebe que aquele que mais te julga é você mesmo!


A vida é um constante aprendizado, e quando aprendemos a aceitar nossa maneira de ser, podemos aprender a lidar melhor com a opinião das pessoas sobre nós, por mais que algumas possam doer.


Não podemos permitir que o olho que te julga, externo e interno, te paralise.


E nesse exercício diário de afastamento desse julgamento interno, dessa tentativa de adequação, é onde damos espaço para a autenticidade e a espontaneidade.


Liberdade para expor suas ideias, assumir suas preferências, dialogar sem medo de errar, fazer escolhas coerentes com o que ecoa dentro de você.


Quando o medo do julgamento deixa de nos paralisar, abrimos espaço para simplesmente sermos quem somos e nos construirmos nesse "vir a ser!"

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