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O primeiro atendimento: medos e expectativas

Autor Psi. Juliana Barboza
1 de setembro de 2026
O primeiro atendimento: medos e expectativas

O primeiro atendimento psicoterapêutico pode ser um momento que gera muitas dúvidas no paciente. Talvez você esteja com medo ou receio de iniciar esse processo; afinal, se você nunca fez anteriormente ou não conhece pessoas que já estão em terapia com psicólogos, pode ser que surjam muitas dúvidas. E acredite, esse sentimento é perfeitamente natural, visto que é a primeira vez que você se encontra com aquele profissional ou com a forma dele de trabalhar, bem como é uma situação completamente nova para você.


É comum chegar à psicoterapia sem saber exatamente o que dizer, por onde começar ou até mesmo se sentir inseguro(a) diante de alguém que você ainda não conhece. Contudo, você não precisa chegar “pronto”, com tudo organizado para as suas sessões. E sabe por quê? Nós ainda não nos conhecemos; se conhecer leva tempo, cuidado e, principalmente, confiança.

No primeiro atendimento, vamos nos conhecer, conversar sobre o que trouxe você até aqui e entender, juntos, o que faz sentido para esse momento da sua vida.

Como profissional, eu quero que você saiba que pode falar no seu tempo, pode não saber por onde começar e até ficar em silêncio. A psicoterapia não exige que você tenha todas as respostas antes de começar. Ela pode ser justamente o espaço para, aos poucos, construir novas perguntas, compreender o que você sente e olhar para a sua própria história com mais cuidado.

Desse modo, é um espaço seguro e sigiloso para que você possa ser você. Na minha abordagem, trabalhamos com a perspectiva do inconsciente, compreendendo que não somos capazes de saber tudo, visto que existem aspectos desconhecidos sobre quem somos. Você já se deparou com situações em que agiu diferente do que esperava? Se percebe repetindo ciclos na sua vida e não faz ideia do motivo? Ou até mesmo não faz ideia das causas do seu sofrimento? Essas situações descritas podem revelar vivências inconscientes (desconhecidas). A análise pode ser um espaço para acessar esses conteúdos, construir sentido e elaborar, visando sua qualidade de vida e mudança de atitude.


Na análise junguiana, também trabalhamos com a análise de sonhos, considerando que eles podem ser um material simbólico relevante para a compreensão dessas dinâmicas inconscientes. Contudo, existem pacientes que não recordam dos próprios sonhos, assim os sonhos não serão as nossas únicas ferramentas de trabalho, dado que qualquer material simbólico (que faz sentido para você) poderá ser conteúdo de análise. Portanto, o cliente guia e conduz o processo psicoterapêutico, trazendo aquilo que desejar abordar em sessão.


Como sua psicóloga, não decidirei e nem escolherei por você, mas acompanharei a travessia em conjunto com você. O espaço analítico é seguro e sigiloso, um lugar acolhedor para ser você. Desse modo, embora o processo psicoterapêutico inicialmente cause desconforto ou medo devido ao contato com o desconhecido, afinal você não me conhece, lembre-se de que você não estará sozinho(a); juntos(as) buscaremos entender sua história, suas expectativas, seus desejos e aproximar você da sua verdade interior.

Se isso fizer sentido para você, fale comigo. Será um prazer auxiliar no seu processo psicoterapêutico 💜


Juliana Barboza - CRP 11/26123

@limiares.psique

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