Setembro Amarelo: quando o sofrimento pede para se
Setembro Amarelo nos lembra de algo que pode parecer simples, mas que muitas vezes esquecemos: escutar também é uma forma de cuidado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. O fenômeno é complexo e atravessado por diferentes fatores psicológicos, sociais e culturais.
Por isso, falar sobre saúde mental não deveria acontecer apenas quando alguém chega ao limite.
Às vezes, o sofrimento aparece de maneiras silenciosas: no isolamento, na sensação de não pertencimento, na perda de sentido, na ansiedade constante ou naquele cansaço que parece não passar.
Nem sempre a pessoa consegue dizer “eu preciso de ajuda”.
Às vezes, ela apenas começa a se afastar.
Na psicoterapia, podemos construir um espaço para que aquilo que ainda não conseguiu ser dito possa encontrar lugar, presença e significado.
Cuidar da saúde mental também é aprender a perceber quando algo em nós está pedindo para ser escutado.
Neste Setembro Amarelo, talvez a pergunta não precise ser apenas “como está a sua saúde mental?”, mas:
“Você tem conseguido escutar o que está acontecendo dentro de você?”