Quando tudo dá errado: como persistir?
"Não consigo fazer nada certo"
"Sou um fracasso, nunca vou conseguir"
"É melhor desistir"
Não importa o quão otimista e positivo você seja, sempre há um momento em que nossa persistência é testada ao limite. Você tenta faz tudo que pode e mesmo assim as coisas ainda dão errado. O que fazer nesses momentos?
Uma das coisas mais importantes é aprender a separar as falhas do senso de valor e de identidade. Quando falhamos repetidas vezes, muitas vezes passamos de "fracassei nessa tarefa" para "eu sou um fracasso" — o que gera muito sofrimento e prejudica a capacidade de continuar tentando. Afinal, é difícil persistir quando acreditamos que somos o problema.
Experimente este exercício: sente-se em um lugar tranquilo, feche os olhos e observe o que você está sentindo. Talvez seja medo, raiva, frustração. Abra espaço para essas emoções: em vez de tentar suprimi-las ou negá-las, reconheça que você as sente e que isso faz parte da vida humana.
Observe como o seu corpo se sente: talvez haja tensão na mandíbula, um aperto no peito, um desconforto no abdômen. Entenda isso como parte da sua experiência.
Por fim, perceba os pensamentos que acompanham tudo isso — aqueles do início do texto, por exemplo. Observe-os como se fossem externos a você. Imagine-os como nuvens no céu, carros na estrada ou folhas de árvore em um rio, passando diante de você. Eles estão relacionados a você, mas não são você.
Se em algum momento ficar difícil de sustentar, pare e tente de novo em outro momento. Respeite o seu limite.
Esse exercício é uma ótima forma de aprender a separar as coisas: você tem pensamentos, mas eles não são você. Logo, fracassar não faz de você um fracasso. E quem não se vê como um fracasso tem mais energia para tentar de novo — é assim que se mantém a persistência.
Sente que fracassar virou sinônimo de ser um fracasso? Me chame para trabalharmos isso juntos, no seu ritmo.