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Por que repetimos padrões que nos fazem sofrer?

Autor Psi. Mayara
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10 de julho de 2026
Por que repetimos padrões que nos fazem sofrer?

"Se eu sei que me faz mal, por que continuo fazendo?"


Essa é uma pergunta muito comum na terapia.


Talvez você já tenha se visto em situações do tipo: permanecer em um relacionamento que te machuca, adiar tarefas importantes, colocar as necessidades dos outros acima das suas, deixar de se expressar para evitar conflitos... Diferente do que diz o senso comum, a resposta não está na falta de força de vontade ou amor próprio. Repetimos esses comportamentos porque, em algum momento, eles fizeram sentido. Eles serviram para nos proteger, para nos ajudar a sobreviver em um determinado contexto.


Imagine alguém que, desde cedo, aprendeu que discordar dos outros gerava fortes críticas, conflitos e até rejeição. Imagine alguém que, toda vez que tentava expressar um desconforto, era respondida com: "mas isso não é nada demais", "você não pode ser tão sensível", "que frescura", "que bobagem" ou sequer tinha uma resposta — muitas vezes, era apenas ignorada. Com o tempo, essa pessoa passa a evitar expressar o que pensa e sente. E funciona. Podemos dizer que, naquele contexto, foi uma estratégia de sobrevivência.


O problema é que essas estratégias não somem com o tempo. Elas ficam. Se tornam até automáticas. Afinal de contas, é a maneira que nosso próprio cérebro encontrou de nos proteger do perigo.


Não é sobre saber que faz mal — você sabe. É sobre o que esse comportamento evita e protege, mesmo quando o custo é alto.


Compreender isso não é uma desculpa para permanecer do jeito que está. É parar de se cobrar e culpabilizar por não ter força de vontade o suficiente e começar a olhar com atenção e cuidado para o que sustenta esse padrão na sua vida. Porque só conseguimos mudar de verdade aquilo que a gente entende de verdade.



Mayara Veronez de Araújo

Psicóloga CRP 06/159396

@mayvpsico

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